Carregando...
As Palavras Certas
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
O que dizer para alguém que nos diz que está com câncer? Para muitos, câncer é sinônimo de morte. Às vezes, isso é verdade. Mas não sempre.
De toda forma, o câncer é enfermidade que assusta. O enfermo, a família, os amigos, os colegas de trabalho. E é justamente, nesse momento, quando a pessoa que recebeu o diagnóstico está tentando administrar a questão, em sua mente, que os amigos, colegas, familiares, por vezes, dizem o que não devem.
Alguns começam a tentar descobrir a causa. Se é uma mulher a portadora da enfermidade, dizem que ela não amamentou, e por isso está com câncer no seio. Ou porque trabalhou demais. Ou até porque reprimiu a sua raiva.
Se for um fumante, não faltam os que, indelicados, passam a dar lições de moral.
Nem podia esperar outra coisa! Da forma que fumou a vida toda! Eu não falei? Eu não avisei?
Convenhamos que a pessoa já está colhendo os amargos frutos da sua atitude, portanto, não necessita de carga maior a lhe pesar sobre os ombros.
Existem algumas fórmulas dignas de abordar a questão, tanto quanto auxiliar a quem está padecendo cirurgia, radioterapia, quimioterapia, exames e mais exames e possivelmente pensa, sim, na possibilidade de morrer a breve tempo.
Assim, se souber por terceiros do diagnóstico de amigo ou conhecido, telefone logo. Oferte sua ajuda. Mas seja específico. Não diga simplesmente: se precisar, telefone ou já sabe, estou às ordens.
Ofereça-se para levar o amigo ao hospital. Ou para ficar com as suas crianças em sua casa, uma ou outra vez.
Vá ao mercado, à feira, faça as compras. Pergunte se não precisa de companhia, e a que horas.
Quem sabe possa segurar sua mão enquanto ele aguarda na sala de espera, por mais uma consulta?
Leve revistas alegres, descontraídas. Revistas que falem de viagens, mostrem lindas paisagens, ensinem decorar a casa, plantar flores. Tudo, enfim, que revele beleza, leveza.
Não aumente as dores do enfermo, contando as suas próprias dores e nem diga: se fosse eu, jamais suportaria isso.
Seja sempre o portador do bom ânimo. Ofereça-se para orarem juntos, lerem uma página edificante que robusteça o ânimo.
Fale a respeito de Deus, da esperança, do otimismo. Também da imortalidade, da vida que nunca acaba.
Lembre de comprar um presente. Não livros sobre a doença. Mas pequenos mimos que possam ser portadores de alegria ao doente.
Pode se oferecer para servir de contato entre ele e as demais pessoas que desejam saber notícias, evitando que tenha que repetir as mesmas coisas, a cada um que telefona.
Em resumo, pense nas necessidades da pessoa. Coloque-se no lugar dela. Se fosse você o enfermo, como gostaria de ser tratado? O que gostaria que lhe dissessem?
Pense que o doente é uma pessoa que tem sentimentos. E, normalmente, está em um estado de maior sensibilidade, fragilizada e desejosa de apoio.
* * *
Ante a enfermidade que atinge a uns e outros, não fique a indagar de causas. Pense em auxiliar.
Não se transforme em dono da vida do enfermo. Permita-lhe usufruir das pequenas coisas que ele deseja e o irão fazer feliz: um pequeno passeio, um banho de sol, um programa de TV, quiçá, aquela comida especial de que tanto gosta!
O amigo na enfermidade é sempre o que incentiva, alegra, sustenta e permanece fiel.
Fontes:
http://www.momento.com.br/Texto
recadoface.com.br?imagem
Marcadores:
Texto Reflexivos
A flor da Honestidade
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Sabendo disso, resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de ser sua esposa.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia todas as pretendentes numa celebração especial, e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua filha nutria um sentimento de profundo amor pelo jovem.
Ao chegar em casa e relatar à moça, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração e indagou, incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá ? Estarão presentes as mais belas e ricas moças da corte. Tire essa idéia insensata da cabeça. Sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o seu sofrimento uma loucura.
E a jovem respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo, e muito menos louca. Sei que jamais poderei ser a escolhida, mas será a oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do meu amado. Só isso já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será a escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do rapaz não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava a especialidade de "cultivar" algo. O tempo passou, e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava de sua semente com muita paciência e ternura, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada brotou.
A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas em vão. Por fim, os seis meses se passaram sem que nenhuma planta tivesse surgido.
Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada ela estava lá, com seu vaso vazio, em meio a todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
A jovem estava admirada; nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente, chegou o momento esperado, e o príncipe observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anunciou o resultado e indicou a filha da velha senhora como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.
Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: a flor da honestidade. Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
Fontes: http://www.catequisar.com.br/Texto/Imagem
Marcadores:
Texto Reflexão
As Cores das Palavras
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
As crianças possuem o dom especial de colocar cores em tudo que fazem. Não é raro que elas perguntem aos adultos de que cor são as palavras papai, mamãe.
E se os adultos não sabemos responder, elas acabam por fazê-lo, concedendo a cor de sua preferência a uma e outra.
E de que cor serão os sentimentos? Quando amamos, quando entristecemos, de que cor se revestirá a nossa alma?
É possível que se a palavra tivesse cores, o amor teria a tonalidade do crepúsculo, quando o rosa e o violeta se misturam.
Talvez a tonalidade variasse mais para o rosa ou mais para o violeta, de acordo com a intensidade do amor.
Se as palavras sofressem o impacto do colorido da vida, poderíamos perceber, no olhar de uma mãe sofrida, a simplicidade da cor da violeta que se oculta nos jardins.
Se as palavras pudessem estar envolvidas em cores, poderíamos ver, sob o manto azul da fantasia, o sorriso da excelsa mãe de Jesus debruçada na manjedoura, observando o tesouro que acabara de dar à luz.
Se as dores profundas das ingratidões, nos corações dos homens, se envolvessem em cores, poderíamos ver cobertas de cinza as palavras de amargura lançadas ao infinito.
Se coloridas fossem as lágrimas que escorrem pela face dos que sentem a saudade dos que partiram para a verdadeira vida, poderíamos vê-las como lilás, exatamente como, por vezes, se veste o céu ao cair da tarde.
E o beijo do primeiro amor sincero e verdadeiro, suave e doce na adolescência, seria, com certeza, verde-água.
Se o pintor desejasse retratar o sentimento do balbuciar de uma criança, certamente rosa seria a cor que escolheria.
E o sentir de duas almas que se reencontram, nas vielas do mundo, se reconhecem e entrelaçando as mãos, decidem ficar juntas para todos os embates do cotidiano, seria tão grande, tão especial que retrataria um bailado de diversas cores.
Mas, quando ardessem de paixão os corações de um homem e uma mulher, os seus anseios se cobririam da cor vermelha. Da mesma cor das pétalas das rosas do jardim.
Se dos lábios de quem ensina jorrasse sempre o bem e a verdade, o belo e o bom, seria de amarelo-ouro a luz que iluminaria o discípulo atento e disciplinado.
E quando o homem se recolhesse à sua intimidade para orar ao Criador, é possível que na cor azul mais pura se traduzisse a sua mensagem, atravessando os céus, até alcançar o seu destino.
Finalmente, se os corações dos homens se envolvessem de paz, certamente que o nosso planeta não seria azul. Estaria, sim, envolvido em uma imensa nuvem de brancura, e a Humanidade inteira se beneficiaria com as partículas de luzes que a atingiriam, todos os dias, com delicadeza e constância.
* * *
Quando falarmos, pensemos nas cores das nossas palavras. Como cada um de nós tem a sua preferência pelas cores mais vivas ou mais delicadas, mais fortes ou empalidecidas, pensemos no colorido que desejamos ofertar ao mundo.
Pensemos antes de falar. Falemos somente o que edifica, o que faz bem, o que engrandece.
Iluminemos a palavra para expressar a crítica. Ensinemos com brandura. Não gritemos nunca. O grito, que fere os ouvidos, deve ter a cor da destruição dos sentimentos alheios.
Falemos, construindo, e ofereçamos aos demais as cores que edificarão arco-íris nas suas vidas.
Fontes:
www.papodeempreendedor.com.br/Imagem
Marcadores:
Texto Reflexão
Coragem e Ousadia
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.
Em certo ponto de seu percurso, notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar.
Olhou, então, para Deus e protestou:
Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e o Senhor me obriga a atravessar um pântano sujo como este! Como faço agora?
Deus então lhe respondeu: Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele.
Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele. A umidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano.
Aí você se transformará em mar, realizando seu grande objetivo, seu grande sonho!
* * *
Assim é a vida, diz-nos esta singela passagem.
Na maioria das vezes, quando as pessoas ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a rapidez e a força.
É preciso entrar para valer nos projetos da vida, até que o rio se transforme em mar.
Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para os descobrir. Há tesouros guardados numa praia deserta, numa noite estrelada, numa viagem inesperada.
O mais importante é ir ao encontro deles, ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.
É certo que não precisamos procurar o sofrimento, mas se ele fizer parte da conquista, vamos enfrentá-lo e superá-lo.
Arrisquemos. Ousemos. Avancemos.
A vida é uma aventura gratificante para quem tem coragem.
Coragem de tentar ser melhor do que já se é.
Coragem de se aproximar das pessoas, abrir seu coração, e lhes pedir perdão.
Coragem de parecer covarde aos olhos do mundo, quando oferecermos a face do amor a quem nos oferecer a face da violência.
Coragem de assumir nossos erros perante os outros, dominando, enfim, o ego orgulhoso.
Coragem para declarar-se crente em Deus, adepto de uma filosofia, de uma religião discriminada por muitos.
Coragem de mostrar nossos sentimentos nobres, sem ter receio de parecer tolo. Coragem de dizer Eu te amo.
* * *
Somos riachos perenes que aguardam o momento de encontrar o mar sublime.
Cada passo que damos, cada obstáculo contornado, cada vitória conquistada, mostra-nos que estamos a cada dia mais perto de descobri-lo.
Há muito pela frente ainda, é certo, mas na medida em que avançamos, verificamos que tudo se torna cada vez mais fácil e mais possível de ser alcançado.
E nunca esqueçamos de que, nesta jornada, não estamos sozinhos. A pátria espiritual – nosso verdadeiro lar – através das preces de amigos queridos, envia-nos chuvas de tempos em tempos, que preenchem nossas águas, dando volume e força para continuar, sempre.
Fontes:
Marcadores:
Texto Reflexão
A Imortalidade
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Quando se cogita de ensino religioso para crianças, admitem alguns que, em tenra idade, elas não entendem e que se estaria perdendo precioso tempo com tais questões.
Contudo, amiúde, elas nos dão mostras de que trazem na intimidade tais conceitos e que, quando se lhes fala das questões espirituais, entendem e muito bem, desde que, naturalmente, se lhes fale com simplicidade.
Determinado agente de saúde e professor, que trabalhou com crianças portadoras do vírus HIV, narra uma experiência muito curiosa.
Conta que um menino, de nome Tyler, nasceu infectado com esse vírus causador da AIDS, transmitido por sua mãe. Desde o início de sua vida dependeu de remédios para sobreviver.
Aos cinco anos, sofreu uma cirurgia para colocar um cateter numa veia de seu tórax, a fim de que a medicação fosse inserida na corrente sanguínea. O cateter se conectava a uma bomba que Tyler carregava numa mochila nas suas costas.
Algumas vezes, ele precisava também de oxigênio para ajudar na respiração. Mas nada disso o fazia abrir mão de um único minuto de sua infância.
Mesmo com a mochila às costas e arrastando o tanque de oxigênio em um carrinho, ele brincava e corria.
Todos se maravilhavam com sua alegria e com a energia que essa alegria lhe dava.
A mãe de Tyler o adorava mas, frequentemente, reclamava da agitação do filho. Dizia que ele era tão dinâmico que ela precisava vesti-lo de vermelho para poder localizá-lo rapidamente, entre as crianças que brincavam no pátio.
O tempo passou e a doença venceu o pequeno dínamo que era Tyler. Ele e a mãe ficaram mal e foram hospitalizados.
Quando ficou claro que o fim de sua vida física se aproximava, sua mãe conversou com ele sobre a morte. Ela o confortou, dizendo, entre outras tantas coisas, que ele ficasse calmo, pois breve os dois estariam juntos no céu.
Poucos dias antes de morrer, Tyler chamou o agente de saúde que o auxiliava em suas dificuldades, no hospital, e lhe pediu, quase em segredo:
Vou morrer logo, mas não estou com medo. Quando eu morrer, por favor, me ponha uma roupa vermelha.
E depois de uma pausa e ante o espanto de quem o ouvia, concluiu:
É que a mamãe prometeu me encontrar no céu. Como eu tenho certeza que vou estar brincando quando ela chegar lá, quero ter certeza de que ela poderá me achar.
Ele não somente tinha a certeza de que sobreviveria à morte, como até fazia planos do que faria nessa vida abundante para a qual se dirigia.
* * *
Recordar aos pequenos que reiniciam sua jornada terrena a sua destinação gloriosa de seres imortais, é tarefa que não nos cabe esquecer ou deixar para mais tarde.
Podemos prover apólices de seguro e herança de muitos bens para os nossos filhos, mas, com certeza, o melhor legado que lhes podemos deixar é o da certeza imortalista.
A transitoriedade da vida física será melhor entendida e assim, a infância será aproveitada como o período róseo de folguedos, a juventude como a fase dos grandes sonhos e a madureza como a fase da concretização dos ideais acalentados. Tudo como um intenso preparo para a vida verdadeira e imortal de além túmulo, o destino final.
Fontes:
www.youtube.com/Imagem
Marcadores:
Texto Reflexão
A grande Renúncia
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Em 1946, Jingyi entrou para a Universidade de Qinghua. Logo no primeiro dia de faculdade, viu Gu Da.
Enquanto todos os rapazes disputavam as atenções da bela e meiga chinesa, Gu Da sentava sozinho, num canto da sala.
Certo dia, ele adoeceu. Pneumonia aguda. Sem recursos hospitalares no campus de Qinghua, o médico receitou algumas ervas medicinais e disse que alguém precisava cuidar dele.
A jovem se apresentou como sua noiva e conseguiu uma licença especial do sub-reitor para atendê-lo.
Durante os quatro anos de Universidade, ajudaram-se mutuamente. Juntos ingressaram no então clandestino Partido Comunista. Juntos sonharam uma nova vida, filhos e felicidade.
Com a fundação da nova China, foram convocados para o exército. Era uma época especial. O dever dizia que as missões tinham que ser executadas até o fim.
Ela foi enviada para uma base militar no noroeste e ele para uma unidade do exército na Manchúria.
Com os movimentos políticos dos anos cinquenta, ela foi mandada para uma região rural.
Perdeu toda a liberdade de movimento e de comunicação. Quase enlouqueceu de saudade de Gu Da.
Retornando para sua base militar, durante a campanha antissoviética, ela retomou seu posto, nove anos depois. E continuou a procurar por seu amor.
Soube que ele passara por várias prisões. Entretanto, não o encontrou. Nunca perdeu a esperança e nunca se casou.
Em 1994, ela foi convidada para a celebração do 83º aniversário da Universidade de Qinghua.
Ao entrar em uma sala, ela viu um homem de costas. Era o seu amado.
O pulso acelerou. Começou a tremer. Quando se aproximou para o tocar, ouviu que ele apresentava a esposa e as três filhas a alguém.
Ela congelou. Ele se virou e ficou paralisado ao vê-la. Arquejou e disse à esposa:
Esta... é Jingyi.
A esposa a conhecia de nome. Quarenta e cinco anos tinham se passado. Os três, comovidos, permaneceram em silêncio. Em lágrimas, a esposa disse a Jingyi que Gu Da só se casara com ela ao ser informado da sua morte.
Soube, então, que Gu Da se chamava agora Gu Jian. Numa das prisões em que estivera, o líder dos guardas vermelhos tinha o seu mesmo nome. Assim, mudaram o nome do prisioneiro.
Nunca mais ele conseguira recuperar o nome antigo. Por causa disso, Jingyi não o conseguira localizar, em parte alguma.
As filhas de Gu Da disseram a Jingyi que os ideogramas iniciais dos seus nomes formavam uma frase em homenagem a ela.
Segundo os pais, era para que ela fosse sempre lembrada em suas vidas.
Houve um momento em que a esposa quis deixar os dois a sós, mas Jingyi a reteve.
Por favor, não se afaste. O que tivemos ficou no passado, quando éramos jovens. Agora, no presente, vocês têm uma família completa.
Saber que Gu Da é feliz será um consolo muito maior para mim.
E, enquanto todos seguiram para o salão para a reunião comemorativa, ela se retirou.
Nunca mais Gu Da ou sua família a viram. Ela desapareceu de suas vidas, para não lhes empanar a felicidade.
* * *
O verdadeiro amor se reveste de renúncia. O verdadeiro amor suplanta a própria dor e pensa, primeiramente, no ser amado.
O verdadeiro amor ama, acima de tudo, sem nada esperar em troca.
www.momento.com.br/Texto
edificajovem.blogspot.com/Imagem
Marcadores:
Texto r
A porta da Felicidade
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
O complicado é que a maioria de nós não sabe como abrir essa porta e passa os dias infeliz.
O marido vive infeliz no lar porque a esposa faz uma série de coisas que ele não aprova. No entanto, ele se cala.
A esposa fica triste porque o marido, além de ficar muitas horas fora de casa por questão profissional, nos finais de semana, quando poderiam ficar juntos, agenda atividades que reúnem muitos amigos. Assim, eles nunca podem ficar a sós. Ela se magoa, mas se cala.
O amigo falta a um compromisso e ficamos tensos, até raivosos. Mas nada dizemos a ele.
Todas essas situações vão criando um clima de mal-estar que vai distanciando uma pessoa da outra.
A melhor maneira de resolver tais questões é falar. Falar sem agredir.
Em vez de decidir não mais encontrar o amigo faltoso, falar-lhe: Não gosto quando você marca um compromisso e não aparece. Quando você diz que vai à minha casa e não aparece, fico chateado. Sinto-me rejeitado. Quero pedir que não marque se não pode ir. Ou então, se marcar e tiver um imprevisto, faça o favor de telefonar, avisando.
O marido fale para a esposa e ela para ele como gostaria que o outro agisse. Diga como essa ou aquela atitude o incomoda.
Mas, que na conversa, não surjam acusações mútuas. O momento é para dialogar e estabelecer novas formas de conduta. Afinal, o que se deseja é mudar. E mudar para melhor.
O teatrólogo Alfredo Surto escreveu uma peça intitulada Um criador de homens.
Conta a história de um empregado que vivia deprimido, entregue ao desespero. Quando a promoção, com que ele tanto sonhava, foi dada para outro colega de serviço, seu desespero chegou ao auge.
Em casa, confidenciou para a esposa: Sou um fracasso! Não sou nada! Que foi que eu fiz da minha vida?
Ela o olhou, aproximou-se e com firmeza, respondeu:
Eu sei o que você fez da sua vida! Fez uma mulher se sentir amada. Deu a ela amor, lealdade, compreensão e dedicação. Deu-lhe tudo, menos luxo, e de luxo ela não precisa. Em todos os sentidos que realmente importam, você venceu.
No momento seguinte, o homem em desespero, reviveu. Encontrou novo estímulo para prosseguir na sua luta, na perseguição do seu ideal. E, o mais importante, valorizando o que tinha.
A porta da felicidade é fácil de se abrir. Saber dizer para as pessoas de maneira direta, firme e clara, quando alguma atitude delas incomoda, é uma delas.
Mas, a mais importante, sem dúvida, é a frase que comunica ao outro ser humano: Como eu gosto de você! Ou: Como você é importante para mim!
* * *
A felicidade é feita de pequenas coisas. Atente para elas. Não esqueça de reconhecer que a esposa está mais paciente, que o marido está mais participativo ou que a filha está mais responsável.
Deixe bilhetinhos inesperados, em lugares estratégicos, para que os seus amores os encontrem e se sintam felizes.
E, passeando, sem maior compromisso, compre um pequeno mimo, um presentinho para o seu filho, para o seu amigo, para ele saber que você pensou nele.
Lembre: A porta da felicidade se abre para fora.
Fontes:
www.animesuasmensagens.net/Imagem
Marcadores:
Texto Reflexão
Agentes de Renovação
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Restavam apenas mais algumas horas para o fim daquele dia e, também, daquele ano. Era o esperado trinta e um de dezembro.
Um homem caminhava em demorados passos pelas calçadas do nobre bairro.
Estava cansado. Embora fosse o último dia do ano, ele saíra muito cedo de casa, como fazia diariamente, a fim de encontrar trabalho que lhe pudesse sustentar a família.
Mais um dia chegava ao fim. Mais um dia em que ele não lograra êxito em sua busca.
Sentia o coração partir ao pensar em chegar em casa e dar a triste notícia aos entes queridos, ceifando-lhes, mais uma vez, a esperança de dias mais venturosos.
Foi então que ele avistou, através da vidraça, uma família reunida em torno de uma mesa farta.
Sentiu um nó se formar em sua garganta e furtivas lágrimas começaram a lhe escorrer pela face.
Lembrou de seus filhos: magros, desnutridos, sempre esfomeados. De sua esposa fiel, forte e cheia de esperança.
Sentindo-se fraquejar, se sentou na calçada e chorou.
* * *
A família reunia-se feliz em torno da mesa.
O chefe da família estava orgulhoso. Lá estavam seus pais, filhos e sua amada esposa. Todos brindando, com muito amor, o novo ano que se anunciava.
Havia sido um ano bastante próspero para ele, em especial nos negócios de sua empresa.
Entretanto, sentia que alguma coisa lhe faltava. Embora seu coração estivesse iluminado, vez ou outra uma sombra pairava sobre ele.
Entre sorrisos carinhosos, fitou a rua, através da janela, e alguém que ali estava lhe chamou a atenção.
Tratava-se de um homem que, sentado na calçada, mantinha a cabeça baixa e parecia chorar.
Incomodado com aquela situação, dirigiu-se ao imenso portão de sua residência e, tomado de um impulso, o chamou.
Apertando-lhe a mão e apresentando-se, perguntou se havia algo que podia fazer para auxiliá-lo.
O triste homem, um pouco constrangido, relatou sua má sorte àquele estranho, que o ouviu pacientemente.
Comovido e certo do que estava fazendo, o dono da propriedade asseverou: Pedirei ao meu motorista que vá com você buscar sua esposa e filhos. Hoje vocês irão jantar conosco, como meus convidados.
E assim se fez. A humilde família, embora um pouco constrangida, foi recebida muito bem por todos da casa e o jantar foi bastante harmonioso e feliz.
Percebendo a boa vontade do novo amigo, o anfitrião do jantar ofereceu a ele um emprego, a fim de que pudesse, a partir dali, dar uma vida digna aos seus familiares.
Naquele instante, fez-se verdadeiro Ano Novo para ambos: o ex-desempregado não mais se sentiu fracassado como marido, pai e o empresário nunca mais sentiu aquela estranha sombra sobre o seu coração...
* * *
A caridade, a fé, o perdão, o amor são agentes renovadores do homem.
Verdadeiro Ano Novo se faz somente para aquele que se renova.
Assim, não importa se dez de abril, onze de agosto ou primeiro de janeiro: o Ano Novo, a nova vida, ocorre no exato dia em que escolhemos renascer do amor e para o amor.
Eu escolho hoje. E você?
Fontes:
mensagensereflexoes.com.br/Imagem
Marcadores:
Texto Reflexão
Assinar:
Postagens (Atom)








