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Onde a Fé Começa
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Todos temos planos para o futuro, sonhos e metas a conquistar.
Por isso, é natural que façamos nosso planejamento pessoal, que programemos os anos futuros, que busquemos investir hoje para os dias que virão.
Para isso nos dedicamos aos estudos, buscamos nos reciclar profissionalmente, nos aprofundamos em pesquisas, nos esmeramos no domínio desse ou daquele idioma.
Sonhamos e planejamos um emprego melhor, a promoção no cargo, o reconhecimento da competência no trabalho.
Na vida familiar não é diferente. Projetamos o casamento para determinada época da vida, fazemos nosso planejamento familiar.
Continuamos, buscando educar os filhos para que eles também tenham um futuro feliz, para que tenham perspectivas e sonhos a concretizar.
Nada mais correto e acertado. É mesmo da proposta do Cristo a ideia de sermos empreendedores e batalhadores da própria vida.
Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á, lembra-nos o Mestre.
Essa orientação nos indica que é necessário termos consciência das nossas escolhas, pois que delas depende o direcionamento que damos à nossa vida.
Porém, é verdade que nem sempre aquilo que programamos se concretiza.
Muitas vezes somos surpreendidos com os rumos que toma nossa vida.
Não raro é a doença que nos surpreende, manifestando-se em nós ou em algum familiar. E todos os rumos planejados e idealizados sofrem alteração.
Outras vezes, o emprego, que parecia sólido e seguro, se desfaz deixando-nos atônitos.
Outras tantas é o companheiro, o amor, o nosso sustento emocional que se aparta de nós pelo fenômeno da morte física ou porque decidiu empreender sua caminhada por outras vias.
De outras, planejamos a vinda do nosso filho, sonhando para ele grandes conquistas, e ele chega aos nossos braços com limitações físicas ou intelectuais, que lhe cerceiam voos mais altos.
* * *
Todos esses fatos são da vida. Muito embora nos seja necessário sonhar e planejar, também se faz fundamental entender os sinais que a vida nos oferece.
Se nos esforçarmos para conquistar metas é importante, é essencial percebermos os limites de nossas ações, entendendo que, por detrás desses limites, estão sempre os desígnios de Deus. A isso podemos chamar fé.
Embora necessite do raciocínio e da clareza do pensar, para que não seja cega e nem gere perturbação, será a fé que nos conduzirá, a partir do ponto onde nossas capacidades físicas e intelectuais encontram seu limite.
A fé é o sentimento que vai ganhando corpo e se fortalecendo, na medida em que amadurecemos nossa percepção da vida.
Quando conquistada em nossa intimidade, passamos a não mais temer as surpresas naturais da vida.
E se hoje os caminhos se mostram distantes do que planejamos, será a fé que nos dará a tranquilidade e firmeza para continuar, sabendo que mais tarde tudo acabará bem, visto que o destino de todos nós, inexoravelmente, é a felicidade.
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Texto Reflexão
Solidariedade e Progresso
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Tom era funcionário de uma empresa muito preocupada com a educação.
Um dia, o executivo principal decidiu que todo o grupo gerencial, um total de doze pessoas, deveria participar de um curso de sobrevivência.
A prova era cruzar um rio violento e impetuoso.
O grupo gerencial foi solicitado a dividir-se em grupos menores de quatro pessoas, formando os gruposA, B, C.
O grupo A recebeu quatro tambores de óleos vazios, duas grandes toras de madeira, uma pilha de tábuas, um grande rolo de corda grossa e dois remos.
O grupo B recebeu dois tambores, uma tora e um rolo de barbante.
O grupo C não recebeu recurso nenhum. Eles foram solicitados a usar os recursos fornecidos pela natureza, caso conseguissem encontrar algum perto do rio ou na floresta próxima.
Não foi dada nenhuma instrução a mais.
Simplesmente foi dito aos participantes que todos deveriam atravessar o rio dentro de quatro horas.
Tom ficou no grupo A, que não levou mais do que meia hora para construir uma maravilhosa jangada.
Um quarto de hora mais tarde, todo o grupo estava em segurança e com os pés enxutos no outro lado do rio.
O grupo B, ao contrário, levou quase duas horas para atravessar o rio.
Havia muito tempo que Tom e sua equipe não riam tanto como no momento em que a tora e dois dos tambores viraram com seus gerentes financeiro, de computação, de produção e de pessoal.
Mas, nem mesmo o rugido das águas do rio foi suficiente para sufocar o riso dos oito homens, quando o grupo C tentou lutar contra as águas espumantes.
Os coitados agarraram-se a um emaranhado de galhos, que estavam se movendo rapidamente com a correnteza.
O auge da diversão foi quando o grupo bateu em um rochedo, quebrando os galhos.
Somente reunindo todas as forças que lhe restavam foi que o último membro do grupo C, o gerente de logística, todo arranhado e com os óculos quebrados, conseguiu atingir a margem, duzentos metros rio abaixo.
Quando o líder do curso voltou, depois de quatro horas, perguntou:
Então, como vocês se saíram?
O grupo A respondeu em coro: Nós vencemos!
O líder do curso respondeu: Vocês devem ter entendido mal. Vocês não foram solicitados a vencer os outros. A tarefa seria concluída quando os três grupos atravessassem o rio dentro de quatro horas.
Nenhum de vocês pensou em ajuda mútua, em dividir os recursos para atingir uma meta comum?
Não ocorreu a nenhum dos grupos coordenar esforços e ajudar os outros?
Naquele dia, o grupo aprendeu muito a respeito de trabalho em equipe e de lealdade.
* * *
E nós, temos olhado para os lados e verificado se alguém precisa de nossa ajuda?
Profissionalmente, agimos como se fôssemos inimigos uns dos outros ou lembramos de nos auxiliar, mutuamente, dividindo tarefas e sugerindo maneiras de resolver problemas?
Estamos dispostos a ensinar o que dominamos a alguém que está iniciando na empresa ou preferimos deixar que o outro se dê mal?
Enquanto vivermos na Terra, como se fôssemos inimigos e não irmãos; enquanto não nos dermos conta de que é sempre melhor estender a mão para que todos cheguemos bem ao nosso destino, continuaremos a entravar o progresso do nosso planeta.
Pensemos nisso e nos tornemos mais fraternos, mais solidários, em todas as circunstâncias: na família, na comunidade religiosa, na empresa, no escritório.
Tentemos isso e nos haveremos de sentir muito melhores.
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Pão velho - Pão novo
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Vou contar um fato corriqueiro, que, inesperadamente, me trouxe uma grande lição de vida.
Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos, dizendo:
- Senhor, tem pão velho?
Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.
Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:
- Onde você mora?
- Depois do zoológico.
- Bem longe, hein?
- É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
- Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês?
- Ele sumiu.
E o papo prosseguiu, até que disse:
- Vou buscar o pão. Serve pão novo?
- Não precisa, não. O senhor já conversou comigo, isso é suficiente.
Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança, daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.
Caros amigos, quantas lições podemos tirar desta resposta:
"Não precisa, não. O senhor já conversou comigo, isso é suficiente!"
Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa... E eu dando "pão novo", mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.
Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: "Eu sou o pão da vida!"
Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando só uma palavra sua...
(Antônio Maia)
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Palavra
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Ela era encarregada do berçário e procurou o chefe da pediatria.
Havia notado que todos os bebês que ficavam no último berço, no canto, choravam menos. Dormiam melhor.
O que seria? O médico brincou com ela. Quem sabe seria um berço milagroso?
Talvez fabricado com madeira especial. Quem sabe haveria uma fada protetora? Como a enfermeira insistisse, ele disse que iria contratar um detetive.
Resolveu ele mesmo investigar. Descobriu que a enfermeira tinha razão.
Os bebês que ali ficavam eram sempre mais acomodados. Deveria existir uma causa. O posicionamento do berço. Melhor ventilação. Colchão mais confortável. Menos ruídos. Checou tudo.
As condições eram absolutamente iguais em todos os berços.
Pensou na alimentação. Negativo. Os bebês eram alimentados dentro de critérios e horários rigorosamente observados.
E se houvesse diferença de tratamento? Alguma enfermeira mais eficiente, encarregada daquele berço? Também não.
Todas se revezavam no atendimento. Intrigado, o pediatra passou a visitar o berçário em horários diferentes.
Foi numa noite, perto das vinte e duas horas, que encontrou a solução.
A enfermeira de plantão estava no seu posto. A encarregada da limpeza passava o pano molhado no chão.
Ficou observando-a. Era uma senhora idosa. A tarefa lhe era penosa.
Então, ficou em frente ao berço privilegiado, enquanto descansava.
Começou a conversar com o bebê: Vida dura, meu anjinho. Minhas costas doem como se tivessem recebido pauladas.
Gracinha! Você deve estar feliz. Sombra e água fresca. Comidinha na hora certa.
Durante vários minutos, ela conversou com o ocupante do berço. Depois, retornou ao serviço.
O médico sorriu. Tinha resolvido o enigma. Encontrara a fada.
No dia seguinte, as enfermeiras receberam importante orientação.
Deveriam conversar com os bebês, enquanto cuidavam deles. O privilégio de um berço estendeu-se por todo o berçário.
* * *
A palavra é um instrumento que poucos utilizam como deveriam.
A arte de falar é conquista. Deve-se dispor desse abençoado instrumento para preservar a vida. Para enriquecê-la de bênçãos.
A boa palavra consola. Também ampara. Ensina. Salva. Falar sobre o bem, o amor e a esperança. Propor alegria entre as criaturas.
Ensiná-las a adquirir segurança pessoal. Transmitir-lhes carinho e ternura.
Expunha conceitos de forma simples. Conteúdo profundo.
Por isso, até hoje, permanece atual e sensibiliza os que tomam contato com seus ditos.
Travemos relação de amizade com Jesus. Comuniquemo-nos com o próximo. Irradiemos alegria e paz pela palavra como ele fazia.
* * *
Não critiquemos. Abençoemos. Falemos auxiliando para o bem. Não discutamos. Demonstremos.
Não nos percamos em palavras vazias. Sirvamos sem reclamar.
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O cavaleiro de olhar compassivo....
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Era uma tarde de tempo feio e frio no norte da Virgínia, há muitos anos.
A barba do velho estava coberta de gelo e ele esperava alguém para ajudá-lo a atravessar o rio. A espera parecia não ter fim. O vento cortante tornava seu corpo dormente e enrijecido.
Ele ouviu o bater fraco e ritmado dos cascos de cavalos sobre o chão congelado. Ansioso, observou quando vários cavaleiros apareceram na curva.
Deixou o primeiro passar, sem procurar chamar sua atenção. Então veio outro e mais outro. Finalmente, o último cavaleiro se aproximou do lugar onde o velho estava parado como uma estátua de gelo.
Depois de observá-lo rapidamente, o velho lhe acenou, perguntando: O senhor poderia levar este velho para o outro lado? Parece não haver uma trilha para eu seguir a pé.
O cavaleiro parou e respondeu: É claro. Pode montar.
Vendo que o velho não conseguia levantar o corpo semi congelado do chão, ajudou-o a montar e não só atravessou o rio com o velho, mas o levou ao seu destino, algumas milhas adiante.
Quando se aproximavam da casa pequena, mas aconchegante, curioso, o cavaleiro perguntou: Eu percebi que o senhor deixou vários outros cavaleiros passarem sem fazer qualquer gesto para pedir ajuda na travessia.
Então eu apareci e o senhor imediatamente me pediu para levá-lo. Eu gostaria de saber por que, numa noite fria de inverno, o senhor pediu o favor ao último a passar.
E se eu tivesse me recusado e o deixado na beira do rio?
O velho apeou do cavalo devagar. Olhou o cavaleiro bem nos olhos e respondeu: Eu já vivi muito e acho que conheço as pessoas, muito bem.
Parou um instante e continuou: Olhei nos olhos dos outros que passaram e vi que eles não se condoeram da minha situação. Seria inútil pedir-lhes ajuda.
Mas, quando olhei nos seus olhos, ficaram claras sua bondade e compaixão. A vida me ensinou a reconhecer os espíritos bondosos e dispostos a ajudar os outros na hora da necessidade.
Estas palavras tocaram profundamente o coração do cavaleiro, que lhe respondeu: Fico agradecido pelo que o Senhor falou. Espero nunca ficar tão ocupado com meus próprios problemas que deixe de corresponder às necessidades dos outros com bondade e compaixão.
Falando isso, o cavaleiro, que se chamava Thomas Jefferson, virou seu cavalo e voltou para a Casa Branca.
* * *
Quando Deus coloca em nossa vida esses que precisam de ajuda, Ele, em verdade, está nos concedendo uma grande oportunidade.
Ajudar o próximo é oportunidade de crescimento moral, de combater o egoísmo que, muitas vezes, nos faz preocupados demais com nossos próprios problemas, esquecendo que há vida além dos jardins de nossa casa. Vidas que anseiam por nossa gentileza, por nossa compaixão.
Quando Deus coloca diante de nós alguém pedindo ajuda, das mais diversas formas possíveis, Ele está nos concedendo a chance de conhecer o bem e sentir todas suas consequências sublimes.
Olhemos para os lados e busquemos alguém a quem possamos auxiliar a cruzar os vários rios da vida. E vejamos nisso sempre uma grande oportunidade.
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Onde está você?
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Onde está você com seus pensamentos, neste momento?
Será que está presente na conversa com os amigos, ou está longe, viajando por lugares distantes?
Onde está sua felicidade agora?
Será que está junto de você, ou está longe, em objetos distantes, em pessoas que se foram, em bens materiais que você ainda não tem?
Onde está seu sorriso agora?
Está em seu rosto, estampando a sua alegria e confiança na vida?
Ou será que foi levado por alguém que não está mais aqui?
Será que seu sorriso ainda depende dos outros?
Onde está a sua vontade de viver, agora?
Está aí mesmo, dentro de você, chamando-o, a cada minuto, para as oportunidades, para viver os dias, ou está nas mãos de outras pessoas, e você está perdido sem saber para onde ir?
Quem é o dono da sua vida, da sua vontade e da sua motivação?
O que você precisa para ser feliz agora?
Um emprego? Será que você não consegue procurar um pouco mais? Quem sabe mudar os rumos? Ou procurar em lugares onde você nunca havia procurado antes?
Não coloque para si mesmo obstáculos demais!
Será que a felicidade está apenas na conquista de um emprego?
Talvez você precise de um amor.
Então cultive novas amizades! Lembre-se de que a amizade é a fonte do amor verdadeiro!
Procure se aproximar mais das pessoas, quem sabe!
Antes de querer ser amado, ame!
Onde está seu Deus agora?
Será que você já O descobriu dentro de você?
Será que você já O descobriu nas Leis maravilhosas que regem o Universo?
Na proteção que recebemos, nas chances, nos encontros, nas bênçãos da vida?
Será que você já O descobriu nas estrelas, nos mares, nos ventos, no perfume das flores?
Onde está você agora?
No curso mais seguro da vida, tendo sua embarcação sob controle? Ou está à deriva, distraído pelas ilusões que encrespam o oceano todos os dias?
Onde está você agora?
Buscando um sentido maior para tudo, buscando o crescimento espiritual, ou está preocupado com coisas tão pequenas, incomodado com problemas tão simples?
É tempo de saber onde realmente estamos.
É tempo de repensar muitas coisas, de dar um novo sentido a tudo, de redescobrir as coisas mais simples e possíveis, e recriar a vida, colocando-a em seu curso seguro.
Como nos ensinou o Mestre de Nazaré, onde estiver seu tesouro, aí estará também o seu coração.
* * *
Por vezes, nossos olhares se perdem no espaço à procura de algo que se encontra bem perto de nós.
Outras vezes, permitimos que nosso sorriso siga atrelado ao passo de alguém que se afasta de nós...
Nossa alegria, tantas vezes, perde a força por causa de algo insignificante.
Às vezes, permitimos que a nossa vontade de viver se enfraqueça, vencida pelas ilusões e fantasias...
No entanto, para que não deixemos de viver o momento, intensamente, é preciso prestar atenção nas horas, no agora, no hoje, para que não deixemos escapar as mais excelentes oportunidades de construir nossa felicidade duradoura.
Pensemos nisso!
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Texto Reflexão
Orações Encomendadas
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Quem sobe a montanha, respira o ar puro e descortina mais amplas paisagens.
Aquele que trabalha com perfumaria, se impregna das essências agradáveis dos aromas que manipula.
Quando alguém ora, comunga com Deus e experimenta renovação íntima e paz.
A oração ilumina o ser, acalma-o, renova-o, dá-lhe vida.
Orar é como arar. É produzir recursos valiosos de sustentação do equilíbrio.
Quando se transfere esse tesouro para outra pessoa realizá-lo, perde-se a energia que se irradia do Pai na direção de quem pede. Embora a onda mental daquele que ora alcance quem necessita, e a rogativa propicie socorro, o ato pessoal de orar é poderoso veículo de elevação espiritual.
Por tudo isso, habitua-te à oração para pedir, para louvar e para agradecer a Deus sempre.
No clima de harmonia que desfrutes, orando, roga pelo teu próximo, mas convida-o a orar também, a fim de que ele se impregne de luz.
Quem ora, se eleva a Deus e se penetra de bênçãos, exatamente como acontece com aquele que colhe flores perfumadas.
Quando se transfere a oportunidade de orar para outro, significa negar-se à conquista do equilíbrio emocional e da plenitude espiritual.
Orar é se banhar de claridade, colocando-se em sintonia com as chuvas de energias restauradoras.
Quem ora, se vitaliza e se enternece.
Jesus recomendou que orássemos uns pelos outros, num convite à solidariedade fraternal, a fim de que nos ajudemos através das ondas mentais da comunhão com Deus.
Quando a dor se apresenta sob qualquer forma, a oração é o veículo mais eficaz para suportá-la e superá-la. Além disso, ela cria um campo de paz, no qual a alma se fortalece e se inspira, melhor identificando os recursos próprios para propiciar a alegria e o bem-estar.
Não deixes de interceder pelo próximo através da oração. Todavia, não estimules as encomendas de preces, porque com essa medida os outros se sentirão desobrigados de orar, eles mesmos.
Desse modo, ora, ajudando aquele que sofre, no entanto, encoraja-o a sair do emaranhado de problemas psíquicos, orando, ele próprio, com o objetivo de restaurar-se.
Quando ores por alguém, envolve-o em ternura e envia-lhe pensamentos de bem-estar, participando emocionalmente da vibração que lhe destines.
Evita a repetição de palavras sem envolvimento emocional; a expressão maquinal, sem a onda do amor que ajuda.
Ao orares, abre-te a Deus. Doa-te de coração e de alma. Sentirás as dúlcidas respostas te impregnando de forças-luz que te vitalizarão por largo período.
* * *
Jesus nos ensinou pelo exemplo como se deve orar e porque se deve fazê-lo.
Sempre esteve buscando o Pai mediante a oração, que não transferiu para ninguém.
Dessa forma, ante as encomendas das preces por amigos ou conhecidos, orienta-os e convoca-os ao exercício de auto iluminação, orando.
Porém, intercede por eles a Jesus e mantém a tua sintonia com Deus, pela prece, a fim de seres feliz.
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O Amor Existe Sempre
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Há dias em que nos perguntamos, sinceramente: Será que o amor existe mesmo, ou será uma invenção daqueles que desejam que ele exista?
Será que o amor não passa de uma ilusão?
No entanto, quando lançamos o olhar um pouco além do nosso limitado círculo de visão, podemos perceber que uma força invencível rege a vida.
E é a essa força que podemos chamar amor.
Sim, o amor de Deus no qual o Universo inteiro está imerso.
Basta ter olhos de ver, que notaremos a ação do amor que, sem dúvida, existe sempre.
Arrebenta-se o átomo, desconcentrando a sua energia, e nasce o Cosmo.
Brilha a estrela, como gema policromada no velário do céu, e o Universo se incendeia.
Organiza-se a célula e exubera a vida.
Surge a semente, repositório de vida orgânica, e a floresta se instala.
Apresenta-se a flor como unidade de beleza, e multiplicam-se jardins.
Dobram-se os jardins, em homenagem à sensibilidade geral, e aromatiza-se todo o ambiente.
Goteja o pingo d´água e formam-se mananciais, deságuam rios e agiganta-se o mar.
Gesta a mulher, em cooperação com o Criador, e surge a Humanidade.
Brilha o intelecto, devidamente direcionado, e constitui-se a ciência.
Medita o cientista, querendo dar utilidade aos seus estudos, e elabora-se a técnica.
Multiplicam-se as técnicas e vive melhor o ser humano.
No ensejo do silêncio, que facilita o olhar para dentro de si mesmo, nasce a meditação.
Medita o ser sobre como ver o mundo, e a arte encontra nascedouro.
Desenvolve-se a arte, desentranhando a criatividade humana, e projetam-se ideias de Deus.
E Deus é todo o amor que existe.
E tudo quanto existe se nutre do amor, que é Deus, e nEle está imerso.
O amor existe sempre!
O zunzum dos insetos e o voo dos pássaros nos falam de amor.
A germinação da semente e a fecundação humana mostram-nos o amor.
O verme que fertiliza o solo e a fera que ruge na selva nos dão mostras de amor.
O sorriso da criança e o aconselhamento do velho são quadros do amor.
A disposição do jovem e a ponderação do adulto são obras do amor.
* * *
Em tudo vibra o amor... E o amor é Deus.
Busquemos, então, meditar sobre o que temos e o que não temos, sobre quem somos e sobre quem não somos, a respeito do que fazemos, e do que não fazemos, guardando a convicção de que sem a presença do amor naquilo que temos, no que fazemos e no que somos, estaremos imensamente pobres, profundamente carentes, desvitalizados.
Seja qual for a lida, a luta, a nossa atividade no mundo, vinculemos-nos ao amor, acatemos as suas sugestões e vibremos vitoriosos e felizes, plenos de vida, de candura, de harmonia, pois com o amor seguimos com Deus, agimos por Deus e em Deus, conscientemente, nos movimentamos.
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