Ouvindo a voz de Deus

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Deus não ouve as minhas preces. Eis uma sentença repetida por muitos que, passando pelas provações da vida, se valem da oração, mas, por não obterem aquilo que solicitam, julgam que não estão sendo ouvidos pelo Criador. Aqueles que verbalizam tal sentença desconhecem o valor inestimável da prece. Na questão 659 de O livro dos Espíritos, encontramos registrado o questionamento de Allan Kardec, que solicita aos mensageiros do Alto esclarecimentos acerca do caráter geral da prece. Eis a iluminada resposta: A prece é um ato de adoração. Fazer preces a Deus é pensar nEle, aproximar-se dEle, pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir e agradecer. A prece que se faz em favor de si mesmo ou de outrem é ferramenta valiosíssima que lança luz sobre as trevas que nos escurecem o Espírito, quando passamos pelas tribulações da vida. E tenhamos a certeza: Deus sempre ouve nosso clamor e responde às nossas orações, porém, faz-se necessário que ajustemos a acústica da alma para ouvi-lO. * * * Meu filho, tu és forte, capaz, inteligente, cheio de talentos. Reconhece tuas possibilidades e utiliza-as em teu favor. Tu és dotado da mais nobre de todas as virtudes: a capacidade de amar. Usa sabiamente esta virtude: escolhe a paz e não a violência. O perdão e não o ódio. A caridade e não o egoísmo. Nas tuas dúvidas e incertezas, nos teus medos, receios e, até mesmo, na tua falta de fé, contempla o céu, o mar, a natureza em festa, o perfume das flores e percebe que, passado o cinza dos dias invernais, tudo se torna colorido novamente... E é sempre o colorido que permanece... Busca-me no sorriso do teu irmão, naqueles que nascem, naqueles que retornam à Espiritualidade e naqueles que te procuram na aflição. Cresce a cada dia em otimismo, verdade e esperança. Abandona os sentimentos inferiores e as reclamações infundadas. Em todos os passos que dás, estou contigo. Mesmo quando, em meio às tuas lágrimas, te sentes sozinho, estou ao teu lado e amparo-te em teus sofrimentos, ainda que não me percebas. Torna-te simples. Aprende que precisas de pouco, muito pouco, para descobrir em ti mesmo o caminho que te levará à felicidade e à paz que tanto almejas. Torna-te generoso contigo mesmo e com os que te cercam. Reconhece tuas falhas, mas não te cobres em demasia. Faze a parte que te cabe em tua reforma íntima e concede ao tempo a parte que lhe é própria, a fim de que ele te auxilie nesse processo. E, filho, sê feliz desde já, como sejas, com o que tenhas e com aqueles que te cercam, pois foi em nome da felicidade que te criei. A felicidade habita dentro de ti. Busca-a e haverás de encontrá-la. * * * Através da prece, conversamos com Deus e o Senhor da Vida nos escuta. Silenciemos nosso foro íntimo para ouvi-lO respondendo-nos às rogativas. O que Ele nos revela hoje? Sua voz se manifesta na intimidade da alma e no recôndito do coração. Ouçamo-lO. Fontes: http://www.momento.com.br/Texto estilojesus.blogspot.com/Imagem

Ideais e Sonhos

quinta-feira, 17 de julho de 2014


Como um idealista pode viver sob um regime ditatorial? Como administrar sonhos de grandeza em um país onde tudo é proibido?

Será melhor desistir dos próprios anseios e acomodar-se?

Para Ziauddin, vivendo no Swat, anexado ao Paquistão, a instrução era o ideal da sua vida. E ele não estava disposto a abdicar disso.

Abriu sua escola e foi de casa em casa, tentando convencer os pais a enviarem seus filhos para estudar. E a inaugurou com três alunos.

Perto da entrada do prédio, pintou a frase: Estamos comprometidos a construir para você o chamado da Nova Era.

Ele queria que o povo se unisse contra seu maior inimigo, que não era o Talibã, nem os estrangeiros ou dominadores de qualquer procedência. Era a ignorância.

Ele desejava uma revolução, inspirada em grandes heróis. Mas de um modo adequado aos tempos atuais: com canetas, não com espadas, nem com armas sofisticadas ou mísseis de longo alcance.

Por isso, naquele dia, mesmo com somente três alunos, tudo realizou em grande estilo, cantando o Hino Nacional e hasteando a bandeira.

Quando foi registrar a escola, conforme as exigências legais, foi ridicularizado. Uma escola com somente dois professores?

Quando lhe sugeriram que ele deveria pagar propina, defendeu, com garra, seu direito de abrir a escola, afirmando que os funcionários daquela repartição deveriam atender ao seu dever.

E, apesar de todas as adversidades, continuou a pensar grande. Criticado por seu sócio, por seus parentes, ele perseverou.

Na primeira inspeção, ganhou uma enorme multa porque o oficial que lá compareceu, não recebeu a propina que esperava.

Parecia que o estabelecimento estava destinado a perecer. Mas Ziauddin não iria, jamais, abrir mão de seu sonho. Buscou ajuda, fez empréstimos.

Levou sua família para viver nos cômodos, em cima das salas de aula.

E fazia tudo. Era professor, contador, diretor, varria chão, caiava as paredes, limpava os banheiros, subia nos postes de eletricidade e colocava faixas de propaganda da escola.

Finalmente, quando o dinheiro começou a entrar, abriu uma segunda escola. E contratou propaganda na televisão. Pensar grande, sem limites.

Conseguiu ter oitocentos alunos, divididos em três escolas. Meninos e meninas, mesmo com toda a pressão política para as meninas ficarem em casa.

Naturalmente, os lucros eram poucos pois, preocupado com a educação, ele mantinha mais de cem vagas gratuitas, para aqueles que não dispunham de condições para pagar.

Para alguns desses, ainda oferecia café da manhã e almoço porque, dizia, com fome é difícil aprender.

* * *

Os idealistas são pessoas de fibra. Não se atemorizam, nem cedem aos percalços.

Pensam no objetivo que desejam alcançar, veem os benefícios que seus sonhos podem gerar ao próximo e se mantêm firmes.

Perseverança é a sua bandeira.

Como eles, não deixemos de sonhar. Não abandonemos nossos ideais de engrandecimento e nobreza. Mantenhamo-nos firmes na posição de quem sabe e deseja alterar o panorama do mundo para melhor, muito melhor.

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Desejando Aprender Sempre

segunda-feira, 14 de julho de 2014


Era um espetáculo circense. Muitas famílias, com suas crianças, encantadas com as luzes, cores, acrobacias. Nenhum animal à vista.

A cada número, o público reprisava as expressões de surpresa, com a performance de trapezistas, equilibristas, contorcionistas. Uma sucessão de habilidades, demonstrando criatividade e muito trabalho individual e coletivo.

O palhaço, entre uma e outra apresentação, surpreendia aparecendo no meio do público, brincando com um, com outro, distribuindo balões e guloseimas.

Então, adentrou o palco, com muito barulho, num carro luxuoso, o mágico, para delírio da criançada. Alguns números se sucederam, com maior ou menor brilho, até que ele pediu que uma criança da plateia o viesse auxiliar.

Meninos e meninas correram mas, foi um garoto de quatro anos, descontraído, quem primeiro chegou à borda do palco e foi alçado pelo mágico. Depois dos naturais entretenimentos, muita conversa, luzes, som, o artista falou ao garoto do poder da mente.

Tudo que pensamos, podemos criar. Todos podemos ser mágicos, por isso, peço a você que pense em duas coisas que deseja muito, muito possuir.

O menino fechou os olhos. A música foi ficando suave, as luzes diminuindo. Depois, à ordem do mágico, ele abriu os olhos: duas bailarinas sorridentes estavam à sua frente.

Foi este o seu desejo? – Perguntou o condutor do espetáculo. O garoto assentiu com a cabeça. E continuou respondendo sim a todas as demais perguntas que foram feitas, em seguida:

Você gostou delas? Você as achou bonitas? Elas sabem dançar bem? Você viu o elefante que estava com elas?

Silêncio na plateia. A criança, firme, moveu a cabeça afirmativamente.

Tem certeza? – Tornou a indagar o mágico. Ele era grande, enorme?

Sim, sim. – Foi a resposta.

O espetáculo prosseguiu, entre gargalhadas e brincadeiras. Mas, ficamos a pensar quantas vezes nós, os adultos, agimos como aquela criança. Ela, decerto, imaginou que se dissesse que não vira o que não estava ali, poderia ser ridicularizada.

Afinal, uma autoridade em magia o estava questionando e ele deveria saber do que estava falando.

Quantas vezes dizemos que entendemos alguma coisa, que compreendemos o que foi dito, aquilo de que se está falando, quando, em verdade, não temos a mínima ideia. Tudo para não passar por tolo, ou desinformado. Para não fazer feio, ser considerado um alienado.

E, agindo assim, continuaremos na nossa condição de quem não sabe. Tão mais fácil e lógico seria admitir que se desconhece do que se fala. Afinal, ninguém, neste mundo de informações tão rápidas, intensas, tem o dever de saber tudo ou de tudo estar informado.

Aquele momento seria a oportunidade de aprender, de se ilustrar.

Importante que comecemos a ser autênticos, honestos, corretos em nosso falar. Admitamos o desconhecimento e nos mostremos interessados em aprender.

Somente teremos a ganhar com isso. E demonstraremos humildade, porque afinal o grande Sócrates, filósofo que nasceu em 470 a. C., ousou afirmar: Só sei que nada sei.

Isso porque quanto mais nos aprofundamos em ciência, filosofia, arte, mais nos damos conta de que há, ainda, um Universo a descobrir, estudar.

Pensemos nisso e cresçamos um tanto mais.

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Cultivando o Amor

sábado, 12 de julho de 2014


O amor é, por excelência, o mais nobre de todos os sentimentos.

Fonte de todas as virtudes, foi cantado pelo Cristo em verso e prosa.

O Mestre nos ofereceu o amor, em oposição ao olho por olho, dente por dente, como nova forma de nos relacionarmos uns com os outros: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.

O amor como caminho para o perdão: Não vos digo que deveis perdoar até sete, mas até setenta vezes sete vezes.

O amor como princípio da caridade: Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis.

Ensinou-nos o amor que nos leva à paciência e à resignação: Se alguém vos ferir numa face, oferecei também a outra.

Jesus, pelo exemplo do seu amor, nos ensinou sobre o dom de servir: Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o também vós a eles.

Ensinou-nos, em nome do amor, a nos desapegarmos dos bens materiais: Não acumuleis para vós tesouros sobre a Terra, onde a traça e a ferrugem corroem. Mas ajuntai para vós tesouros no céu; pois, onde está o vosso tesouro, está também o vosso coração.

* * *

Façamos uma reflexão: O que verdadeiramente significa cultivar o amor?

Cultivar é uma palavra que pode ser utilizada em diversas situações.

O agricultor, por exemplo, cultiva as hortaliças, pois, desde o instante que lança as sementes na terra, precisa regá-las, adubá-las, a fim de que cresçam fortes e saudáveis.

Da mesma forma, a amizade precisa ser cultivada. É preciso gentileza, atenção, carinho, confiança, desprendimento.

A seu turno, o amor também necessita ser cultivado, pois se trata de semente divina que em nós foi plantada pelo Pai supremo, no momento de nossa criação.

Assim, ao longo de nossas várias experiências reencarnatórias, essa semente precisa ser regada e adubada para que possa dar os frutos que lhe são próprios.

Os frutos que alimentam o Espírito e que nos dão o sustento na estrada do progresso, da qual todos somos caminheiros.

Frutos de perdão, paciência, resignação, caridade, benevolência, justiça, fé, tolerância.

Cultivar o amor, é, portanto, cultivar a vida, pois o grande desafio de nós todos é exatamente este: aprender a viver e não apenas sobreviver.

Jesus sentenciou: Eu vim para que tenhais vida e vida em abundância.

Tomemos o amor como fonte de vida. Façamos dele nossa estrada, nosso roteiro e nosso norte. Ainda que na dor, amemos sem cessar, pois as dores passam, o amor permanece.

Nas dúvidas da jornada, cultivemos o amor, pois, mesmo que, por vezes, a estrada se faça escura, teremos a certeza de que caminhamos na direção correta.

O amor é a presença de Deus no coração, dinamizando a paz, embora o rugir das tempestades em volta.

* * *

A semente foi plantada por Deus. Reguemos, cultivemos, colhamos os frutos e sejamos felizes, porque a felicidade é o objetivo para o qual o Senhor nos deu a vida.

Pensemos nisso. Tomemos o arado e preparemos a terra do próprio coração para que a semente do amor germine e produza a trinta, a sessenta, a cem por um!

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Confiança...

quinta-feira, 19 de junho de 2014


A confiança nas próprias forças enche o homem de coragem e disposição para lutar.

Quem não acredita em si mesmo assume uma postura derrotista.

Antes mesmo de tentar, já admite a derrota.

Todo empreendimento pressupõe planejamento, estratégia e trabalho a ser realizado.

Mas a confiança da possibilidade da vitória é imprescindível para que ela ocorra.

Alguns percalços sempre surgem na realização de uma obra de vulto.

O pessimista vê neles uma confirmação de sua incompetência.

O otimista procura aprender com o malogro, faz ajustes na rota, mas persiste no propósito.

A confiança não é necessária apenas em relação a aspectos materiais da existência humana.

Ela também é imprescindível em questões morais e espirituais.

Muitas pessoas não se dedicam ao burilamento de seu caráter porque acham isso impossível.

Acreditam que seus vícios são herança genética e se conformam com eles.

Assumem que a gula, o egoísmo, a preguiça e a maledicência são características suas.

Imaginam que defeitos morais são imutáveis como a cor dos olhos e a altura.

Entretanto, estão errados.

O corpo não dá defeitos e virtudes a ninguém.

Se fosse assim, a santidade seria apenas um acidente da natureza e não representaria nenhum mérito.

Do mesmo modo, a crueldade e a violência seriam mera decorrência da organização física.

O Espiritismo ensina que todos os Espíritos são anjos em potencial.

Possuem em germe todas as virtudes, mas cada um deve trabalhar para desenvolver seus talentos e habilidades.

A transição da ignorância para a angelitude constitui um caminho muito longo.

Ele pressupõe inumeráveis encarnações para completar-se.

No processo evolutivo, o Espírito, às vezes, erra e, às vezes, acerta.

Gradualmente, vai ganhando lucidez e tornando-se mais assertivo.

Sempre é necessário reparar os estragos causados nas experiências infelizes.

Entretanto, a cada nova experiência o Espírito acumula aprendizado e amplia as possibilidades de agir corretamente.

Habilidades intelectuais e artísticas, virtudes e afinidades constituem a herança do que se viveu.

Mas também velhos hábitos equivocados deixam sua marca.

Assim, as tendências atuais, boas ou más, são o resultado de experiências do passado.

Se um homem é violento, a violência não decorre de seu físico, mas de seu Espírito.

Um Espírito pacífico e equilibrado não será violento, mesmo se animar um corpo de aparência extremamente rude.

Assim, é importante assumir a integral responsabilidade pelo que se é.

Quaisquer que sejam suas características, você se construiu assim.

Mas está inteiramente em suas mãos modificar-se.

Seu destino é a angelitude.

Todas as virtudes dos anjos encontram-se latentes em você.

Compenetre-se dessa verdade e assuma que se tornar alguém maravilhoso depende apenas de sua vontade, de seu esforço.

Certamente não é fácil romper com velhos hábitos.

Calar a maledicência, cessar o julgamento leviano do próximo, domar a gula, disciplinar a sexualidade, tudo isso exige uma boa dose de esforço.

O mesmo se dá com o desenvolvimento da compaixão, do gosto por leituras sérias e por conversas construtivas.

Entretanto, é possível.

Você foi criado para ser um anjo pleno de amor e sabedoria.

Tenha confiança em seu luminoso destino e lute bravamente para atingi-lo.

Só depende de você.

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Só se colhe o que se planta.....

segunda-feira, 16 de junho de 2014


Há pessoas que se alimentam de lamúrias se fazendo de coitados(as) e não fazem nada para mudar tal situação.E há pessoas que justificam o seu vazio o seus fracassos culpando: terceiros, seu afetos, a vida, governo...A vida passa por essas pessoas e elas nem percebem e tinha que ser ao contrário elas passarem pela vida com atos construtivos em prol delas mesmaspois primeiro temos que: nos amar, nos valorizar e acreditar em nós para podermos transmitir: amor, respeito e credibilidade.E há pessoas que apanham da vida por algum motivo, e não ficam se lamentando, pelo contrário sabem que lamentar não ajuda,a pessoa fica estagnada por isso, vão a luta para melhorar, levantar a própria vida aproveitando todas as brechas,sem impor empecilhos, que a própria vida lhes oferece.E essas pessoas sem saberem, agem com sabedoria, quando recebem o mínimo da"vida" agradecendo e reconhecendo que este "mínimo que a vida" lhes ofereceu é um pingo de luz na sua escuridão e persistem,por saberem que não há outro jeito e que um dia , de acordo com o tempo de Deus, tudo vai melhorar, por estarem fazendo a parte deles.E quando essas pessoas vencem a própria má sorte elas dizem:
"Obrigada(o) a todos que em nome de Deus ( ou da religião que eles(as) professam) não permitiram que eu me entregasse aodesânimo,ficasse só reclamando, culpando o mundo e falta de fé, quando a situação parecia não ter mais solução.Agradeço por eu ter insistido, ter sido teimoso(a) em acreditar que eu também teria uma vida digna, como tudo mundo tem.Obrigada(o) pelo emprego que consegui, só paga o salário mas não preciso mais pedir emprestado, aprendi a viver dentro das minhas posses, sem cobiçar ou invejar o alheio.Agradeço por ter entendido que só se colhe o que se planta.

((( Título e texto são de autoria de Isa Soares- sabedorias.spaceblog ))))

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Os Seus Talentos

domingo, 15 de junho de 2014



Os homens são diferentes em talentos e habilidades.

Um gênio em matemática talvez tenha dificuldade com língua portuguesa.

Um financista brilhante pode ser um administrador de recursos humanos medíocre.

A grande empresária quiçá falhe como mãe.

Alguém dança maravilhosamente, mas não sabe cantar.

Outrem escreve com elegância, mas não consegue falar em público.

A força de uma sociedade reside na diferença existente entre seus membros.

É preciso aprender a respeitar e a apreciar as opiniões alheias.

Da divergência bem administrada surgem a reflexão e o aprimoramento.

Tantas diferenças entre os homens resultam das opções que fizeram ao longo de suas existências.

Sendo todos dotados de livre-arbítrio pela Divindade, cada qual escolheu um caminho.

Entre erros e acertos, experiências foram acumuladas e talentos, desenvolvidos.

Deus criou os Espíritos perfectíveis, mas não perfeitos.

Assim, é natural que eles, por vezes, errem.

Constitui tolice imaginar que alguém aprende sem nunca errar.

É como esperar que uma criança ande sem jamais tropeçar e cair.

Então, o erro não é exatamente um escândalo perante as Leis Divinas.

Apenas é necessário ser humilde para reconhecer o equívoco.

E ter coragem para assumir a responsabilidade e reparar os danos.

Mas de todo embate, mesmo permeado de equívocos, surge a experiência.

Sempre se está amadurecendo e aprendendo.

Evidentemente, os equívocos devem ser reparados.

Mas a criatura sempre vê acrescidos seus recursos.

Muitos Espíritos atravessam séculos entre equívocos e desatinos.

As violações da Lei Divina registram-se na consciência de cada ser.

Enquanto a reparação não ocorre, o Espírito permanece em desequilíbrio.

Por mais que aparente tranquilidade, experimenta desconforto íntimo, fobias e bloqueios psicológicos.

Mas sempre soa o instante em que, cansado de fingir e sofrer, ele resolve encarar a própria realidade íntima.

Então, decide trabalhar no bem.

Dá um basta no egoísmo e se interessa pelo próximo.

Vislumbra a beleza existente no adágio bíblico:

O amor cobre a multidão de pecados.

Ansioso de paz, enamora-se da prática das mais sublimes virtudes.

Dotado de todos os talentos que desenvolveu ao longo do tempo, torna-se um dedicado agente do progresso.

Assim agindo, repara os erros do passado e se prepara para as etapas superiores da vida imortal.

Se você deseja paz, reflita sobre o que está fazendo com seus talentos.

Tudo o que você possui pode e deve ser utilizado na construção de um mundo melhor.

A fortuna pode gerar empregos, amparar a miséria e secar muitas lágrimas.

A inteligência possui o condão de melhorar as condições físicas e morais do planeta.

Se você dispõe do dom da palavra, utilize-o para disseminar ideias de solidariedade e pureza.

Nos círculos em que se movimenta, enalteça o trabalho, a honestidade e a compaixão.

Dê exemplos de conduta reta e digna.

Seja um pai responsável e amoroso, um esposo dedicado e fiel, um patrão justo e bom.

Quaisquer que sejam os seus talentos, utilize-os para promover o bem.

Eles são o resultado das experiências que você viveu.

E constituem os recursos de que dispõe para se tornar um homem pleno de paz e bem-estar.

Pense nisso.

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Livros e Livros

terça-feira, 3 de junho de 2014


É melhor conhecer poucas coisas, boas e necessárias, do que muitas coisas inúteis e medíocres.

O aforisma é de Léon Tolstói, um dos maiores escritores russos de todos os tempos, e figura em sua obra Pensamentos de homens sábios, de 1904.

Ensinamento de data antiga, mas que sempre será atual e preciso. Nos dias de hoje, podemos dizer que é indispensável para aqueles que desejam uma vida bem orientada.

Outro pensador iluminado, Sêneca, traz uma outra afirmação deveras interessante:

Há um número excessivo de livros que existem apenas para entreter a sua mente. Portanto, leia apenas aqueles livros reconhecidos como bons.

O curioso é que o filósofo Sêneca viveu entre o ano quarto – antes da Era Cristã, e o ano sessenta e cinco – depois de Cristo.

Suas ideias já desvendavam o futuro também, por certo, quando teríamos uma infinidade de títulos à nossa disposição.

Vivemos a época das obras literárias descomprometidas, escritas de qualquer forma, escritas por qualquer um.

Títulos e mais títulos enxameiam nas livrarias, querendo conquistar os leitores com seus temas provocantes, com suas capas chamativas, com suas propostas inusitadas.

A literatura transformou-se num grande mercado, e isso trouxe uma nova realidade para o mundo.

Em nome de uma suposta liberdade de expressão, temos tudo que se possa imaginar.

Por isso temos que ter cuidado, muito cuidado, e saber selecionar bem o que lemos.

Existem livros e “livros”. Obras que se dizem apenas entretenimento, e obras que têm propostas mais profundas e belas.

Temos que ser cuidadosos com os modismos, que fazem com que vários autores escrevam sobre uma mesma ideia ao mesmo tempo.

Revelando isso, desvendando aquilo que o outro já explicou etc.

Infelizmente, temos muitos exploradores de temas momentosos, que alardeiam em suas capas que irão trazer novas informações, mas que, em verdade, são apenas reprises com caras novas.

Assim, como a leitura é um grande alimento da alma, temos que escolher muito bem o que irá compor essa nossa alimentação intelectual.

Primar pela qualidade e não pela quantidade faz-se fundamental.

Ler muitos e muitos livros, apenas para ficar atual, ou para dizer que lê n obras por mês, é pura vaidade e perda de tempo.

As obras ricas, os verdadeiros tesouros da literatura, nunca deixam de ser atuais, e podem ser lidas várias vezes, e em cada nova leitura iremos encontrar coisas novas.

* * *

Procuremos educar nosso hábito de leitura. Procuremos referências seguras e experientes para decidir o que ler.

Obviamente que uma leitura leve, vez ou outra, não nos fará mal.

Mas que tenhamos como peças principais de nossa vida as verdadeiras obras, ricas da arte de escrever, aquelas que têm o poder de fazer pensar, de provocar indagações profundas em seus leitores.

Os grandes livros têm o poder de transformar os homens, através das ideias que lhes inspiram.

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